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| Chegança O título da obra poética de Maria Aldice já nos indica o sentido do livro: a festa do amor. Entre os vários significados Chegança refere-se à "dança lasciva do século XVIII". O amor é o fio condutor que permeia a série de poemas e revela de modo mágico "os caminhos" e "os contextos" de sua vida. Em "cantos poéticos" o jogo das relações manifesta-se em simbólicas variações. "É Poeta Medieval porque cria fábulas, romances e imagens". O que faz Maria Aldice nesse cantos poéticos? Na Chegança os poemas dramaticamente exprimem fantasias e decepções. Ela grita "em mim a ilusão morava, em ti residia a minha escolha". E pressentiu que sem perceber o amor se abriu e "o desejo se presentificou". Tarde descobre a solidão "evasiva memória - opaca presença impede a recordação." Tecendo todos os poemas, o item Caminhos revela a história de sua vida, as "ilusões da moça pálida, romântica e frágil" que se faz forte para a vida. É a "ingênua criatura" que vai adotando protótipos até descobrir a sua verdadeira identidade. Do outro lado do palco afirma "hoje eu sou eu" e "recomeço o caminho" . No texto do Contexto "de aço, de ferro e fogo" "baila o sentimento de liberdade". Maria Aldice "afirma a vida que é, "da mulher que enfrenta a vida doméstica, o trabalho, o computador e o carro, obedecendo o código de sinalização e marchas mas não se esquece de ser mãe, "mãe do filho que você sabe ser": e se permite diante da vida: "criar e recriar-se ser". A palavra imprime o tempo |
![]() ISBN 8585666455 84 páginas R$ 20,00
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