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| Noturno em Vargem das Pedras
José Paulo Moreira da Fonseca
Posfácio: Telênia Hill.
A tragédia de Agamenon, encontrando adequado cenário em uma fazenda escravagista do século passado demonstra, pelas mãos de José Paulo Moreira da Fonseca, a força do mito utilizado por Ésquilo em sua obra, cinco séculos antes de Cristo.
O cenário da escravatura José Paulo se viu possuído pelo tema após uma aula que deu sobre Ésquilo. Abrasileirar a tragédia grega mantendo uma série de dados e unidades de tempo foi objetivo do autor, que faz também alusões à escravatura, a que sou violentamente contra.
Crítica de Ruggero Jacobi: "Uma peça desta ordem escapa ao nosso assunto, de historiadores da poesia de autor, pertence inteiramente à ficção, ao drama como ficção. Mas não poderíamos deixar sem lembrança esta contribuição do elemento nacional-popular à fase mais recente do seu trabalho, pois trata-se de um dos fatores mais sintomáticos da ruptura do autor com a poesia pura e, indiretamente, com as premissas mais abstratas da geração de 45. Hoje em dia, José Paulo Moreira da Fonseca não pertence às gerações: pertence a si mesmo."
Segundo Regina de Fontenelle: "O desfecho escolhido, diverso de Ésquilo, denuncia o poeta e pintor: enquanto o quadro se delineia a nossos olhos, rico em cor e movimento, a trágica poesia atinge em cheio a sensibilidade de leitor, espectador, dando ao texto aquela conotação de eternidade que José Paulo, com certeza, herdou dos gregos."
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ISBN 8585666099 80 páginas R$20,00
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