
LITERATURA | ISBN 8585666102 | 120 páginas
R$ 18,00
Um homem chega, sem saber como nem porquê, a uma ilha deserta, aonde o esperam prazeres paradisíacos. Onde está? De onde veio? Quem são estas pessoas que o acolheram e o que pretendem? Está morto ou vivo? Tudo se passa no terreno do real ou é uma ficção?
Uma série de interrogações permeiam este romance de cunho filosófico.
A linguagem enxuta, crua mesma, funciona como contraponto para o que há de aventuresco e delirante no enredo, beirando o realismo fantástico mas com raízes estilísticas no Nouveau Roman.
Luiz Fernando de Carvalho (UFF) considera A Ilha dos Prazeres como fragmentos de teorias e formulações hipotéticas sobre as experiências que induzem o leitor a frequentar uma paisagem de jogos e metamorfose da palavra: do prazer do logos ao lugar flutuante da ficção.
Jurandir Freire assina o prefácio:
Um náufrago desembarca na praia de uma ilha desconhecida. Não sabe se o que vive é sonho ou realidade, presente ou futuro ou se o mundo ao redor é real ou virtual. Assim André começa, estrutura e desenvolve a narrativa de seu romance. O livro não é a ilustração de uma tese filosófica mas é, obviamente, o trabalho de um filósofo e nisto, a meu ver, está o seu encanto. Dar a vida a conceitos é uma tarefa difícil; fazer de conceitos vida é um passo ainda mais árduo, por fim, realizar a proeza continuando amigo da sabedoria, é prova de excelência. André tem sucesso em todas as etapas da empreitada.