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Jornal Poesia Viva - Número 26
Evidente enigma
O que é? O que é? De dia, desconhece seu nome. Dependente, deixa o seio, prende-se ao colo; agarra a mão do afeto e se espalha em um torrão.
O que é? O que é? De tarde, revela-se. Ardente, entrega-se, ama sem limites; mata por ciúme e morre por devoção.
O que é? O que é? De noite, vela seu caminho. Madura, defende seu destino, inventa um céu de razões; adora, mas não possui e se transforma em perdão.
O que é? O que é? Sem mim, ela não vive; sem ela, eu vegeto. Seu segredo começa no início de cada quarta vereda de seus três primeiros corações, passa pelo x da incógnita e termina na rima em questão.
André Petra |