Revista de Filosofia SEAF

A Revista de Filosofia SEAF é uma publicação da Editora Uapê, em co-edição com a SEAF do Rio de Janeiro. Nasceu da necessidade de criar um espaço para o debate filosófico e a reflexão crítica dos problemas atuais.

"O objetivo fundamental de toda revista, como de todo escrito de natureza filosófica, está em ser ela a expressão de determinada pesquisa." GERD BORHEIM

Revista SEAF nº 06 - Filosofia e Política - Uma Homenagem a Hannah Arendt (2007)

  • Apresentação (Antônio Castro Alves)
  • Democracia por vir e a política da filosofia a partir de Derrida (Dirce Eleonora Nigro Solis)
  • Natureza: Ecologia e Política (Elena Marques Garcia)
  • A filosofia política na era socrática (Leda Miranda Hühne)
  • Arte e Política em Benjamin e Brecht, Luigi Bordin e Marcos André de Barros
  • Liberdade e necessidade no pensamento crítico de Kant (Marcos Sinésio P. Fernandes)
  • A questão da propriedade em T. Hobbes (Nelson Domingos Antônio)
  • Ética na política (Olinto Pegoraro)
  • Sentimento público e desencantamento do político: Uma leitura Arendtiana (Bethânia Assy)
  • O comprometimento do ensino da filosofia com a política e a liberdade (Isabela Bocayuva)
  • O reconhecimento da singularidade e da alteridade na construção do espaço público (Rogério Luis da Rocha Seixas)
  • Entrevista (Reimont Otoni)
  • Revista SEAF nº 05 - Ética (2006)

    Falar de ética é falar do ser humano, do seu comportamento face a si mesmo, ao outro, à natureza e a Deus. Se esta preocupação sempre norteou o homem, no que diz respeito ao seu modo de estar no mundo, todavia somente foi estudada pelos filósofos gregos, tendo Sócrates em destaque. Ele inaugurou a ciência moral com os temas do bem, da virtude e da cidadania, vistos à luz da razão.


    Participantes:
  • Olinto Pegoraro - O dinamismo da ética
  • Elena Garcia - Antígona de Sófocles e A ambigüidade da questão moral e ética
  • Luciana da Costa Dias - A questão moral em Descartes
  • Renato Bittencourt - A ética de Espinoza como superação da moral provisória de Descartes
  • Dirce Eleonora Nigro Solis - Jacques Derrida e a ética da hospitalidade
  • Rogério Rocha Seixas - A resistência ética em Lévinas: a guerra, o assassinato do outro
  • Hilton Japiassu - Ética e ciência
  • Leda Miranda Huhne - Ética, estética e ecosofia
  • André Luis Pinto da Rocha - A perspectiva crítica de Lévinas à ontologia fenomenológica de Husserl e Heidegger
  • Alino Lorenzon - Um perfil de Paul Ricoeur
  • Revista SEAF nº 04 - Estética (2004)

    A palavra estética está desgastada por se encontrar associada a modismos de consumo, a instituições de saúde e ginástica, ao que se refere à beleza física, à aparência. No campo acadêmico, é vista como uma área desvinculada da "verdadeira" filosofia.

    No passado grego, destacando-se Aristóteles, a preocupação com a arte e a beleza era objeto da filosofia prática assim como a moral. Desde então, a medida da arte e da beleza passam a ser a harmonia e a perfeição, elaborada através da mímesis.

    Na época medieval, pouco se falou de filosofia da arte. Somente na modernidade, era das grandes transformações sociais, econômicas, culturais, o pensador Alexandre Baumgartem deu à filosofia da arte o peso de "ciência" da percepção e empregou o termo estética (aistetikos) significando o estudo "do que é perceptível".

    Ele analisa o belo como perfeição do conhecimento sensível, considerado até então inferior ao racional. Mas a estética como estudo crítico surge com Kant, que na sua obra Crítica do juízo, indica a autonomia do domínio do belo. Para ele, o belo é condição de objeto de experiência estética; o que agrada sem conceito e de modo desinteressado.

    A partir de Kant a questão do belo tornou-se uma questão estética que vai ter diferentes leituras interpretativas.

    A quarta edição da Revista de Filosofia SEAF traz, à discussão desse problema, diversos enfoques apresentados por professores de estética.


    Participantes:
  • Ricardo Barbosa analisa a posição de Schiller face à escrita filosófica, demonstrando a possibilidade de existir uma intíma relação entre verdade e beleza, por Schiller tão bem apresentado nas suas cartas sobre educação estética.
  • Marcia Gonçalves introduz a filosofia da arte de Hegel a partir da poesia como forma de interpretação da natureza, mas inspirando-se no sentido de beleza de Schelling.
  • Rosa Dias mostra que Nietzsche substitui a "metafísica da arte", de certo modo elaborada no Nascimento da tragédia, pela "fisiologia da arte", baseando-se na estética de Stendhal, principalmente na citação: "o belo é apenas promessa de felicidade".
  • Leandro Konder confessa que Karl Marx não conseguiu elaborar, de modo satisfatório, o seu pensamento sobre arte e beleza, mas nos Manuscritos econômicos-filosóficos de 1844 deixa importantes análises da sua visão da arte como práxis.
  • Leda Miranda Hühne discute a constituição da estética como saber, mostrando que à luz da fenomenologia heideggeriana é possível analisar a obra de arte e sua dimensão bela, através de novas leituras dos conceitos tempo, linguagem e verdade.
  • Dirce Eleonora Solis investiga o contrato entre arquitetura e habitação, mediante o processo de desconstrução, segundo a abordagem de Derrida, e ao deslocar a supremacia do belo sobre o feio, deixa em suspenso, o que é a bela habitação e a boa hospedagem?
  • Gerd Bornheim é lembrado com um texto antológico, A escultura de Vasco Prado onde ele coloca o escultor dentro da História da Arte Ocidental, mostrando que o artista soube criar seu estilo muito peculiar, sem fugir da própria medida do seu mundo.
  • Vera Terra analisa a arte no mundo atual, aproximando filosofia e cinema, no texto Dogville e o simulacro na arte contemporânea, recorre ao tema da reversão platônica.
  • Ferreira Gullar, nosso entrevistado, fala das controvérsias sobre a "morte da arte", especialmente em relação às artes plásticas.
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